Francisco Leal

SONOPLASTIA / DESENHO DE SOM

Sonoplastia

A propósito das epopeias de Homero, o estilo do orador participará de ambos os processos, a imitação e a narração simples (...) Trovões, o ruído do vento, da saraiva, dos eixos e roldanas, trombetas, flautas e siringes, e os sons de todos os instrumentos, e ainda os ruídos dos cães, das ovelhas e das aves. Todo o discurso deste homem será feito pelo meio de imitação, com vozes e gestos, e conterá pouca narração.
In “A REPÚBLICA” de Platão, Livro III


Desde a Grécia antiga até meados do séc. XX (anos 40) a necessidade da representação de determinados sons, ditos efeitos sonoros, considerados como informações essenciais de uma peça, e provavelmente também espectaculares na experiência aural para o público, implicava a imitação de sons naturais, como o vento, a trovoada ou a chuva, através de meios artificiais, máquinas de maior ou menor complexidade, ou simples placas de aço e outros objectos que eram manipulados fora de cena durante o espectáculo.


Em muitos meios subsistem ainda grandes ambiguidades e assistimos até a incorrecções graves no que diz respeito à terminologia e conceitos utilizados nas áreas disciplinares em que Francisco Leal exerce a sua profissão.

O presente trabalho, em revisão permanente, pretende ser uma contribuição para o esclarecimento de dúvidas frequentes e para a afirmação da profissão, debruçando-se sobre os conceitos fundamentais de Sonoplastia e Desenho de Som e o seu papel na criação teatral, em particular.
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